O técnico do São Paulo, Rogério Ceni, admitiu que a dura entrada do lateral Reinaldo no atacante Renato Kayzer, do Athletico, durante o empate entre as equipes no Morumbi, era passível de vermelho. O lance aconteceu ainda no primeiro tempo.

O árbitro Leandro Vuaden decidiu por não expulsar o jogador do clube paulista. "Na hora eu achei que foi uma dividida e o pé resvala no jogador do Athletico", analisou Ceni, em entrevista coletiva.

"Vendo agora pela TV, eu acho que era possível interpretar até como cartão vermelho. Acho que era possível, sim, era um lance, na minha opinião, interpretativo, mas uma falta muito no limite do amarelo para o vermelho", continuou.

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O treinador acabou substituindo Reinaldo no intervalo de jogo. O lance ocorreu logo aos 13 minutos do primeiro tempo no Morumbi. O jogador do Furacão saiu de campo para ser atendido pelos médicos do clube mas, pouco depois, sem condições de jogo, saiu de campo aos 24, quando deu lugar a Pedro Rocha no ataque.

O árbitro Leandro Pedro Vuaden aplicou cartão amarelo ao jogador do São Paulo. O VAR não foi acionado.

Athletico fica na bronca

Após a substituição, a TV Globo mostrou Kayzer chorando no banco de reservas, sentindo o tornozelo. Durante o intervalo do jogo, o comentarista e ex-árbitro Sálvio Spínola disse que concordou com a decisão de Vuaden pelo amarelo.

"Esse é um lance que amarelo é pouco, e vermelho é muito, pelo momento do jogo, e o Reinaldo querendo disputar a bola, por isso eu considero o amarelo correto naquele momento. O árbitro não vai punir pelo resultado, que foi a saída do Kayzer, mas pela ação do Reinaldo", falou.

Também no intervalo, o atacante do Athletico comentou sobre o lance com Reinaldo. "Vou falar o quê? Todo mundo viu. Quebrou a minha caneleira, quase quebrou a minha perna. O meu tornozelo está imenso. Se falar do cara, tomarei gancho, então é ficar quieto e aguentar", disse Kayzer à TV Globo.

Já o técnico Alberto Valentim criticou a arbitragem de Leandro Pedro Vuaden. "Ficou escancarado para todo mundo que era uma jogada para expulsão", criticou.

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