Levaram o Andrew Jennings, aos 78 anos. O jornalista teve uma "doença repentina e séria" e morreu. Assim, o simpático escocês deixa de tomar seus aperitivos e, especialmente, cavucar na podridão dos bastidores multimilionários do futebol. A cartolagem, claro, está em festa!

Por décadas, Jennings apavorou os dirigentes, ao investigar e revelar as mumunhas e mutretas na Fifa, e também, no Comitê Olímpico Internacional. Nunca caiu no papo de "fair play", "desenvolvimento do esporte" e outras conversas fiadas para esconder suborno.

Foi, possivelmente, o maior exemplo de combate à corrupção no mundo esportivo. Escreveu livros em série documentando as negociatas, como "Jogo Sujo - O mundo secreto da Fifa". Incomodou por décadas figuras como Joseph Blatter e João Havelange.

E você sabe, certo? Em regra, a cartolagem usa do esporte para se locupletar, seja diretamente, metendo a mão no jarro ou, ainda, indiretamente, embarcando nas vantagens que o setor oferece. Pior, os dirigentes ainda tentam empurrar nas costas do torcedor, pra ser elegante, sua agenda elitista e boboca.

Só nos resta agradecer. Obrigado, Jennings.

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